Na contramão do país, Araçatuba tem aumento na criação de empregos

Enquanto o número de contratações com carteira assinada teve queda na maioria das regiões do país, em Araçatuba o aumento foi de 25%. E o setor que está contratando mais é o de serviços.

A copeira Adalgisa Alves de Lima há dez anos trabalhava na informalidade, como diarista.

Há duas semanas conseguiu novamente um registro na carteira, agora como copeira de um restaurante. “É bom para muitas coisas, porque agora tenho registro na carteira, dentre outros benefícios”, afirma.

Araçatuba está na contramão da geração de empregos formais. É que enquanto o Brasil neste primeiro semestre registrou queda de quase 26% na criação de novas vagas, Araçatuba teve um aumento de 25%.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho, Araçatuba nos seis primeiros meses do ano fechou com saldo de 3.239 novos empregos. Os quatro setores que mais contrataram e que também registraram funcionários foram os de serviços (1.445), indústria (737), construção de civil (104) e agropecuária (990).





Destaque para as usinas de açúcar e álcool, que contribuíram diretamente para os índices positivos. “Elas terem iniciado o corte em maio trouxe junto com o corte uma contratação maior do que a média do Brasil”, afirma Marco Antônio Figueiredo, gerente regional do Ministério do Trabalho.

Na área da saúde, o momento também é positivo para a geração de empregos. No último ano foram 485 novas vagas criadas, mesmo sem a construção de novos hospitais. “O que justifica este aumento primeiro é o aumento da população e da demanda do serviço de saúde. E a criação de mais serviços nos hospitais já existentes”, explica Erivelton Correa de Araújo, presidente do Sindicato dos Empregados da Saúde de Araçatuba.

E existem vagas disponíveis ainda em vários setores. O de bares, restaurantes e hotéis, por exemplo, está tendo dificuldades para contratar funcionários qualificados. “Devido ao crescimento econômico há disponibilidade grande de emprego. Quando fazemos o recrutamento, a gente percebe que os empregados estão selecionando o trabalho, e não o contrário”, afirma Liu Shang Chien, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares.

Fonte: G1





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